Birmingham Bike Foundry

Birmingham Bike Foundry é um coletivo que oferece reciclagem, manutenção de bicicletas e treinamento para seus participantes, para o público, escolas e comunidades. Eles realizam reparos na oficina, montam rodas e emprestam ferramentas para você usar no espaço do grupo. Eles buscam promover a bicicleta como um meio de transporte mais saudável, acessível e divertido.

São oferecidos três cursos de mecânica de bicicletas: “Bicicleta: Noções Básicas”, “Introdução à Mecânica de Bicicletas” e “Montagem de Rodas”. Com a colaboração do Northfield Eco Centre, o grupo está desenvolvendo um curso de construção de reboque para bicicletas (em breve).

Os cursos são realizados regularmente para grupos de até quatro pessoas e os módulos avançados são certificados com o diploma de proficiência “Cytech 2“. O espaço do coletivo conta com Wi-Fi, Chá e Café grátis.

Birmingham Bike Foundry
1539 Pershore Road
Stirchley
Birmingham B30 2JH
http://birminghambikefoundry.org

Mobilização: Cicloativado em mais uma Massa Crítica

Publicado no Jornal O Correio, dia 24 de Dezembro de 2011, por Alessandro Ferrony.

ATIVIDADE OCORREU NESTA SEXTA-FEIRA À TARDINHA NA CIDADE

O coletivo comunitário de bicicletas de Cachoeira do Sul, o Cicloativado, realizou nesta sexta-feira a terceira edição da pedalada denominada Massa Crítica, uma celebração da bicicleta como meio de transporte que teve origem em San Francisco, nos Estados Unidos, em meados dos anos 90.

O grupo, formado por dezenas de ciclistas cachoeirenses, tem se encontrado toda última sexta-feira de cada mês à tardinha, quando sai da Praça José Bonifácio e percorre algumas ruas do Centro até às Cinco Esquinas, retornando à praça. Dessa vez, os organizadores optaram por realizar a atividade na véspera de Natal por considerar que na próxima sexta-feira, que será a última do mês, muitas pessoas não estarão em Cachoeira por causa do Réveillon.

Três ciclistas estrearam na atividade

Três ciclistas fizeram nesta sexta-feira suas estreias na Massa Crítica: a enfermeira Lenira Tesch, a fonoaudióloga Nelise Oliveira e o representante comercial Fanor Silveira. O trio participa da pedalada noturna recreativa que acontece semanalmente na cidade e pela primeira vez participou da Massa Crítica. “Acho fantástico fazer parte de um grupo que se preocupa com a qualidade de vida”, comemora Lenira, ao mesmo tempo em que preocupa-se com a situação do trânsito em função do Natal. Para Nelise, a atividade física aliada a conscientização são os atrativos da Massa Crítica: “É ótimo conhecer novas pessoas e pedalar ajuda até na melhora da saúde mental”.

CRESCIMENTO – Silveira é um veterano do pedal e anda de bicicleta há 40 anos, e já foi de Cachoeira a Encruzilhada do Sul pedalando. “O movimento ciclístico vai crescer em Cachoeira”, aposta o representante comercial. Quem concorda com Silveira é a comerciária Cristina Mór, que pela segunda vez participou da atividade: “O número de pessoas com bicicletas nas ruas tem aumentado, mas infelizmente a maioria dos motoristas cachoeirenses não respeita os ciclistas”. Em relação a ciclovia, Cristina discorda de Wolff: “Deveria sim haver uma ciclovia, de repente na rua Pinheiro Machado”, acredita a comerciária.

VOLUNTÁRIOS
O Cicloativado é um grupo que foi criado este ano e chamou a atenção da comunidade quando organizou a atividade do Dia Mundial Sem Carro, em setembro. É uma organização que não possui líderes ou hierarquias, e todos se consideram voluntários. Um deles, o metalúrgico Maurício Souza, pedala desde os sete anos e atualmente tem usado bastante a bicicleta para locomover-se da sua residência, no Bairro Drews, até o Centro, principalmente. “Entrei nessa para ajudar a conscientizar e mobilizar a galera. Também sou motorista e eu mesmo comecei a ter mais cuidados no trânsito desde que aderi ao movimento”, confessa Souza, que participou de todas as edições da Massa Crítica cachoeirense.

Outro colaborador do Cicloativado, o advogado Clóvis Wolff, explica porque faz parte do coletivo: “Antes de tudo é uma questão cidadã. Tomei conhecimento do grupo através de uma rede social na internet e discutir a mobilidade urbana é uma prioridade, todas as pessoas deveriam se envolver”, acredita Wolff, que também não perdeu nenhuma Massa Crítica até agora. Em relação ao trânsito da zona urbana, o voluntário ainda não detectou nenhuma melhoria desde que a atividade começou a ser organizada: “As pessoas estão enlouquecidas no modo de dirigir automóveis”, lamenta o advogado. Wolff também participa de outro grupo que pedala toda quarta-feira e manda um recado: “Tem lideranças do meio ciclístico em Cachoeira que poderiam participar mais, o mundo inteiro está entrando nessa onda. A cidade não possui um planejamento cicloviário e eu acho impossível ter uma ciclovia, no máximo uma ciclofaixa”.

Importante
QUIOSQUE – Embora o espaço na Praça José Bonifácio emprestado para o coletivo pela Prefeitura esteja provisoriamente servindo para abrigar os instrumentos musicais da bateria da escola de samba Estação Expresso e ferramentas de funcionários da Plus Engenharia, de Camaquã, que está construindo a nova pista de esportes radicais da praça, os voluntários continuam se reunindo toda sexta à tardinha no Bar Chimbas, quando acontece a bike hour, uma versão em duas rodas para a tradicional happy hour. “Além da conscientização, também temos interesse em conviver e conhecer outros ciclistas”, revela Wolff.

CICLOFAIXA E CICLOVIA

  • As ciclovias são espaços para uso exclusivo de bicicletas, espaços estes segregados da via por algum tipo de elemento físico, como um meio-fio.
  • As ciclofaixas também são de uso exclusivo de bicicletas, mas são demarcadas na via por sinalização de solo, uma simples pintura na faixa.

Bicicletas já utilizam o novo espaço na Praça

O Coletivo Comunitário de Bicicletas de Cachoeira do Sul (cicloativado) recebeu a visita de diversos ciclistas na Praça José Bonifácio neste Sábado, dia da semana que o grupo elegeu para realizar as atividades de integração comunitária como chimarrão, almoços, debates, cineclube da bicicleta, apresentação de artistas locais, exposições fotográficas, etc.. Tudo é realizado de forma consensual, conforme o planejamento de ações que acontece na lista de e-mails, perfis em redes sociais e reuniões presenciais dos integrantes interessados nessa relação com a comunidade.

Mesmo com a instabilidade do tempo as pessoas compareceram na praça para passear e foram convidadas pelos cicloativistas a utilizar os paraciclos recém instalados para estacionar as bicicletas e conhecer o espaço do coletivo.

Fotos de Mau_kaviano.

Paraciclo ou Bicicletário?
O Manual de planejamento cicloviário (GEIPOT, 2001: 98) fixa a diferenciação entre bicicletário e paraciclo. Conforme o documento, denomina-se bicicletário “um estacionamento de grande capacidade e longa permanência” e paraciclo “um estacionamento de curta e média duração, com baixa e média capacidade“. Desta forma, para ser considerado bicicletário havia a necessidade de espaço cercado, coberto e com segurança, sendo o paraciclo qualquer estrutura simples a céu aberto. Esse entendimento é mantido no Caderno de referência para a elaboração de Plano de mobilidade por bicicleta nas cidades (Ministério das Cidades, 2007).

Conheça os pontos de paradas de bicicletas em Cachoeira do Sul no website do coletivo: www.cicloativado.org

Você pode ver mais fotos da atividade na página do Facebook do Coletivo: www.facebook.com/cicloativado

A ideia é inserir a bicicleta no dia a dia

ciclovia já

Cerca de 100 participantes percorreram o trajeto proposto pelo coletivo de bicicletas Cicloativado que marcou o Dia Mundial Sem Carros em Cachoeira do Sul. Pedalando e caminhando, os manifestantes passaram na quinta-feira à noite pelas ruas Sete de Setembro, David Barcelos, Juvêncio Soares, Júlio de Castilhos, Saldanha Marinho e Andrade Neves fazendo barulho com apitos, tambores e gritando frases de incentivo ao uso de veículos sem motor. Foi a única cidade do estado, além de Porto Alegre, a ter uma bicicletada nesta data. Em outros municípios aconteceram caminhadas organizadas pelo poder público, mas sem bicicletas e organização autônoma, como em Cachoeira.

Os organizadores esperam que a atividade tenha servido como o início da conscientização de condutores de carros e motos para que utilizem menos estes veículos e ajudem a melhorar o trânsito de Cachoeira.

Fonte: Jornal O Correio