Ciclista morre ao ser atropelado na RSC 287 (Agudo)

Derli Arnoldo Janner, 48 anos, morreu após ser atingido por um Clio, com placas de Porto Alegre, ontem à noite, por volta das 20h, em Agudo, região de Cachoeira do Sul. Segundo o Batalhão Rodoviário da Brigada Militar de Novo Cabrais, Janner estava de bicicleta e teria dobrado na altura do quilômetro 186 da RSC 287 para entrar em um posto de combustíveis quando o carro o atropelou. Janner estava no sentido Agudo-Paraíso do Sul, enquanto a motorista do Clio, uma jovem de 25 anos, vinha no trecho oposto. Ainda conforme o Batalhão Rodoviário, a motorista ficou levemente ferida com os estilhaços do vidro do carro. Ela foi encaminhada pelo Samu ao hospital de Agudo, onde recebeu atendimento.

Fonte: Jornal do Povo

Três perguntas para Rodrigo Sanmartin Carlos

Por que o fechamento da Rua 7 para o trânsito de veículos é benéfico?
“Porque proporciona um novo espaço de convivência dos cachoeirenses com a sua cidade. O que estávamos vendo até agora, aos domingos, eram centenas de carros trancando uma via e prejudicando consideravelmente a mobilidade urbana. Existem reclamações pontuais quanto ao “fechamento”, porém os argumentos não se sustentam. É uma questão de tempo até que as pessoas renovem a mentalidade; ninguém é dependente do carro para ter lazer. Não há problema em estacionar a uma quadra da Praça José Bonifácio, pegar seu chimarrão e cadeira e caminhar até lá”.

Que soluções as grandes cidades estão buscando para seus problemas de trânsito?
“Em primeiro lugar, precisamos nos desvincular da ideia antiga de que trânsito é feito só de automóveis. Existe hoje, por todo o planeta, uma tendência urbanística de ‘devolver’ as cidades às pessoas, diminuindo o domínio dos carros sobre o espaço público. As cidades ditas ‘de primeiro mundo’ vêm restringindo cada vez mais a circulação de automóveis e estimulando outros modais, como é o caso do transporte coletivo e da bicicleta. Barcelona, Copenhague, Amsterdã, Paris, Buenos Aires, apenas para citar algumas, são exemplos nesse sentido. Porto Alegre tem vias fechadas ao trânsito de carros aos domingos e o que se vê nesses espaços são pessoas aproveitando o seu dia com muito mais qualidade de vida”.

Que ações poderiam melhorar os problemas de trânsito específicos da cidade de Cachoeira?
“Há muito a ser feito. Mas, como ciclista e motorista que sou, penso que é urgente e primordial implantar o que foi anunciado há 30 anos pelo prefeito da época nas páginas do Jornal do Povo: uma ciclovia que possibilite às pessoas circular com segurança com as suas bicicletas na cidade. Se prestarmos atenção, a cada dia aumenta a quantidade de pessoas em Cachoeira do Sul utilizando a bicicleta para seus deslocamentos habituais, por necessidade ou por opção. Uma via exclusiva para esse fim estimulará muito o uso de mais bicicletas, o que diminuirá consideravelmente os problemas de mobilidade que hoje enfrentamos pelo excesso de automóveis em circulação”.

Coluna 5 minutos, Jornal do Povo, 02 de Junho de 2012.

Ciclista morre em acidente em Paraíso do Sul

O agricultor paraisense José Alceu de Souza, de 53 anos, morreu no começo da noite de sexta-feira, por volta das 19h30min, após ser atingido por um veículo enquanto se deslocava de bicicleta no Km 183 da RSC 287, em Paraíso do Sul, na localidade de Boa Vista. Souza faleceu enquanto era levado pela ambulância do Samu para o Hospital Universitário de Santa Maria. O ciclista foi atingido pelo VW Spacefox conduzido pelo escritor e poeta Dilan Camargo, 64 anos, que se deslocava no sentido Novo Cabrais/Agudo. O agricultor teria tentado atravessar a rodovia no momento do acidente. Dilan estava acompanhado de sua esposa, a escritora Magda Brito, de 45 anos. Dilan e Magda foram conduzidos para o Hospital de Caridade de Santa Maria, onde permaneciam internados no final da noite.

Fonte: Jornal do Povo

Sorocaba (SP): A cada dois dias, um ciclista é vítima de acidente de trânsito

Estatística da Urbes revela que só no ano passado foram 173 ocorrências


Cruzar a avenida Dom Aguirre é uma aventura arriscada fora das faixas de travessia – Por: Erick Pinheiro

Um ciclista é vítima de acidente a cada dois dias em Sorocaba. A estatística da Urbes – Trânsito e Transporte revela o registro de 173 ocorrências com bicicletas no ano passado em ruas, avenidas, praças e ciclovias da cidade. O cálculo feito pela Prefeitura de Sorocaba também mostra uma queda na quantidade de acidentes com bicicletas nos últimos anos. Em 2010 houve o registro de 184 ocorrências, contra 192 em 2009 e 238 em 2008. Segundo a Urbes, a causa dos acidentes com bicicletas está diretamente relacionada ao conflito natural de disputa de espaço físico em ruas e avenidas. “Uma vez que, nem todos os ciclistas se limitam à utilização do espaço da ciclovia“, diz a assessoria de comunicação da empresa.

No período histórico compreendido pelos anos de 2008 a 2010, doze vias públicas de Sorocaba registraram 26% dos acidentes de trânsito envolvendo ciclistas. A lista inclui as avenidas Itavuvu (23 ocorrências), Américo Figueiredo (19), Ipanema (18), Dom Aguirre (14), General Carneiro (11), Armando Pannunzio (10), Adão de Camargo (8), General Osório (7) e as ruas Américo Figueiredo (16), Paes de Linhares (16), Atanázio Soares (11) e Humberto de Campos (7).  Metade dessas 12 vias públicas listadas possuem ciclovias. A Urbes informa que os dados disponíveis se referem aos acidentes registrados nas ruas e avenidas em questão, e não necessariamente nas faixas exclusivas para as bicicletas.

O jornalista José Carlos Rodrigues, 49, pratica o ciclismo desde 1999 e coleciona acidentes — todos fora da ciclovia. Já caiu da bicicleta, foi atropelado e até bateu em um automóvel. “No ano passado eu voltava para a minha casa, não vi um buraco e tomei o maior tombo. Quebrei o braço e tive que colocar um pino“, comenta. Rodrigues diz preferir pedalar somente nas ciclovias depois de ter sido atropelado na região central de Sorocaba por um automóvel. “A motorista jogou o carro em cima de mim para desviar e não bater em outro veículo“, relata.

Quem nunca sofreu acidente de bicicleta é o aposentado Jorge Wagner Streani, 58, praticante diário do esporte. Segundo ele, alguns cuidados são tomados para evitar batidas ou quedas. “Evito pedalar em vias com muito movimento e sempre atravesso as avenidas na faixa de pedestre e desmontado da bicicleta“, diz.

A Urbes recomenda aos ciclistas a utilização dos cerca de 80 quilômetros de ciclovias disponíveis pela cidade. Para aqueles que necessitam utilizar as vias, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) determina que a circulação, nessa situação, seja feita junto aos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentada para o trânsito de veículos automotores. “Lembramos também que a circulação de bicicletas nos passeios públicos só é permitida nos locais sinalizados e autorizados pela Urbes“, relata a assessoria de imprensa.

O CTB determina aos ciclistas que as bicicletas sejam dotadas de equipamentos de segurança obrigatórios. A relação inclui o espelho retrovisor do lado esquerdo, acoplado ao guidão e sem haste de sustentação; a campainha (dispositivo sonoro mecânico, eletromecânico, elétrico, ou pneumático, capaz de identificar uma bicicleta em movimento); a sinalização noturna, composta de refletores com alcance mínimo de visibilidade de trinta metros, com a parte prismática protegida contra a ação das intempéries, nos seguintes locais: na dianteira, nas cores branca ou amarela; na traseira, na cor vermelha; nas laterais e nos pedais, de qualquer cor. Embora não seja obrigatório pelo CTB, ainda recomendamos a utilização de capacetes para a proteção individual.

Notícia publicada na edição de 19/01/2012 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 7 do caderno A.

Giuliano Bonamim
giuliano.bonamim@jcruzeiro.com.br

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

Mobilização: Cicloativado em mais uma Massa Crítica

Publicado no Jornal O Correio, dia 24 de Dezembro de 2011, por Alessandro Ferrony.

ATIVIDADE OCORREU NESTA SEXTA-FEIRA À TARDINHA NA CIDADE

O coletivo comunitário de bicicletas de Cachoeira do Sul, o Cicloativado, realizou nesta sexta-feira a terceira edição da pedalada denominada Massa Crítica, uma celebração da bicicleta como meio de transporte que teve origem em San Francisco, nos Estados Unidos, em meados dos anos 90.

O grupo, formado por dezenas de ciclistas cachoeirenses, tem se encontrado toda última sexta-feira de cada mês à tardinha, quando sai da Praça José Bonifácio e percorre algumas ruas do Centro até às Cinco Esquinas, retornando à praça. Dessa vez, os organizadores optaram por realizar a atividade na véspera de Natal por considerar que na próxima sexta-feira, que será a última do mês, muitas pessoas não estarão em Cachoeira por causa do Réveillon.

Três ciclistas estrearam na atividade

Três ciclistas fizeram nesta sexta-feira suas estreias na Massa Crítica: a enfermeira Lenira Tesch, a fonoaudióloga Nelise Oliveira e o representante comercial Fanor Silveira. O trio participa da pedalada noturna recreativa que acontece semanalmente na cidade e pela primeira vez participou da Massa Crítica. “Acho fantástico fazer parte de um grupo que se preocupa com a qualidade de vida”, comemora Lenira, ao mesmo tempo em que preocupa-se com a situação do trânsito em função do Natal. Para Nelise, a atividade física aliada a conscientização são os atrativos da Massa Crítica: “É ótimo conhecer novas pessoas e pedalar ajuda até na melhora da saúde mental”.

CRESCIMENTO – Silveira é um veterano do pedal e anda de bicicleta há 40 anos, e já foi de Cachoeira a Encruzilhada do Sul pedalando. “O movimento ciclístico vai crescer em Cachoeira”, aposta o representante comercial. Quem concorda com Silveira é a comerciária Cristina Mór, que pela segunda vez participou da atividade: “O número de pessoas com bicicletas nas ruas tem aumentado, mas infelizmente a maioria dos motoristas cachoeirenses não respeita os ciclistas”. Em relação a ciclovia, Cristina discorda de Wolff: “Deveria sim haver uma ciclovia, de repente na rua Pinheiro Machado”, acredita a comerciária.

VOLUNTÁRIOS
O Cicloativado é um grupo que foi criado este ano e chamou a atenção da comunidade quando organizou a atividade do Dia Mundial Sem Carro, em setembro. É uma organização que não possui líderes ou hierarquias, e todos se consideram voluntários. Um deles, o metalúrgico Maurício Souza, pedala desde os sete anos e atualmente tem usado bastante a bicicleta para locomover-se da sua residência, no Bairro Drews, até o Centro, principalmente. “Entrei nessa para ajudar a conscientizar e mobilizar a galera. Também sou motorista e eu mesmo comecei a ter mais cuidados no trânsito desde que aderi ao movimento”, confessa Souza, que participou de todas as edições da Massa Crítica cachoeirense.

Outro colaborador do Cicloativado, o advogado Clóvis Wolff, explica porque faz parte do coletivo: “Antes de tudo é uma questão cidadã. Tomei conhecimento do grupo através de uma rede social na internet e discutir a mobilidade urbana é uma prioridade, todas as pessoas deveriam se envolver”, acredita Wolff, que também não perdeu nenhuma Massa Crítica até agora. Em relação ao trânsito da zona urbana, o voluntário ainda não detectou nenhuma melhoria desde que a atividade começou a ser organizada: “As pessoas estão enlouquecidas no modo de dirigir automóveis”, lamenta o advogado. Wolff também participa de outro grupo que pedala toda quarta-feira e manda um recado: “Tem lideranças do meio ciclístico em Cachoeira que poderiam participar mais, o mundo inteiro está entrando nessa onda. A cidade não possui um planejamento cicloviário e eu acho impossível ter uma ciclovia, no máximo uma ciclofaixa”.

Importante
QUIOSQUE – Embora o espaço na Praça José Bonifácio emprestado para o coletivo pela Prefeitura esteja provisoriamente servindo para abrigar os instrumentos musicais da bateria da escola de samba Estação Expresso e ferramentas de funcionários da Plus Engenharia, de Camaquã, que está construindo a nova pista de esportes radicais da praça, os voluntários continuam se reunindo toda sexta à tardinha no Bar Chimbas, quando acontece a bike hour, uma versão em duas rodas para a tradicional happy hour. “Além da conscientização, também temos interesse em conviver e conhecer outros ciclistas”, revela Wolff.

CICLOFAIXA E CICLOVIA

  • As ciclovias são espaços para uso exclusivo de bicicletas, espaços estes segregados da via por algum tipo de elemento físico, como um meio-fio.
  • As ciclofaixas também são de uso exclusivo de bicicletas, mas são demarcadas na via por sinalização de solo, uma simples pintura na faixa.

Uma ciclovia feita de lixo?!

Na cidade de Toronto, há algumas semanas, um caminhão virou à direita e causou o trágico atropelamento seguido de morte da jovem Jenna Morrison, uma ciclista de 38 anos, que estava grávida. Sua morte levou muitas pessoas a questionar porque não separar a via para os ciclistas (ciclovias); a resposta usual dos políticos e engenheiros é que não há espaço suficiente, que você não se pode criar pistas próprias para bicicletas distantes da ameaça constante dos carros, ônibus e caminhões.

Dois cicloativistas, James Schwartz e Dave Meslin, demonstraram que isso não é verdade. Eles foram até o cruzamento onde Jenna foi morta e construíram sua própria ciclovia com galhos secos, copos e lixo em geral (as bicicletas no chão foram pintadas por outros ativistas em ação anterior).

Será que carros e caminhões respeitam as marcações? Existe espaço suficiente para um grande caminhão fazer uma curva sem impedir a ciclovia? Podem todos os veículos – motos, carros e caminhões – compartilhar um cruzamento com segurança e marcações adequadas? Infelizmente, a resposta é sim. Tarde demais para Jenna. Mas não é tarde demais para que isso sirva como um exemplo. Ciclovias salvam vidas. Elas criam espaços seguros, mantêm os veículos a motor longe das bicicletas, e o mais importante, sensibilizam todos os condutores para que eles compartilhem o espaço com as outras pessoas.

via Living in the bike lane

Teatro Municipal (apróx. 1899)

“Um ciclista distancia-se do Teatro Municipal em construção. A inauguração ocorreria em 25 de dezembro de 1900. A foto é provavelmente de 1899.
Pertence à fantástica fototeca do Museu Municipal.”

Enviado por Mirian Ritzel, através do formulário do fotomemória.

No Hands – Golden Tree #musicmonday

Em nossa segunda-feira musical de hoje vamos apresentar 50 estilos de como andar de bicicleta sem as mãos.

A ideia maluca virou um ótimo clipe para Martin Brooks e sua banda, arrancando muitos sorrisos de ciclistas e indies dentro e fora da internet.

Fonte: Copenhagenize