Bicicletada Morcego: Uma aventura silenciosa em duas rodas

“Na primeira terça-feira de cada mês, quase meia-noite, a Praça da Matriz fica tomada por bicicletas e suas luzes piscantes. As pessoas falam baixo, a pedalada é macia e confortável. Desbravar as ruas de Cachoeira sem os carros é uma aventura silenciosa e emocionante. Perfeito para renovar o prazer de andar de bicicleta na cidade, recomendo.”
Rodrigo Sanmartin Carlos, cicloativista e voluntário do coletivo comunitário de bicicletas de Cachoeira do Sul (cicloativado)

 

Bicicletada Morcego – Pedalada da Meia-Noite
Terça-Feira, 03 de Julho de 2012
23:50 – Chateau D´Eau
Cachoeira do Sul
Trajeto Urbano Leve

 

Arraial: Massa Crítica de Cachoeira do Sul

A bicicletada “Massa Crítica” do mês de Junho, vai celebrar as vantagens da bicicleta de uma forma diferente: será uma festa junina, com quentão, pinhão, pipoca, bolo e pratos típicos dessa época. Para participar basta chegar cedo, pois o arraial é uma forma carinhosa de receber as pessoas com bicicletas para o evento, que tem partida programada para às 19h 30min.

Dicas: Venha a caráter, traga um prato típico, contribua com as ações do Coletivo Comunitário de Bicicletas de Cachoeira do Sul na reforma de 13 bicicletas que foram doadas ao grupo para reformas e logo serão devolvidas à comunidade. O primeiro lote de quatro bikes já está quase pronto.

Arraial: Massa Crítica de Junho
Praça José Bonifácio (Próximo a Quadra Esportiva)
Concentração Festiva: 18h
Saída da Celebração: 19h 30min
Percurso leve, livre e feliz.

Afinal, o que é Massa Crítica?

A Massa Crítica é uma celebração da bicicleta como meio de transporte. Acontece na última Sexta-Feira de cada mês, quando dezenas, centenas ou milhares de ciclistas se reúnem para ocupar seu espaço nas ruas e criar um contraponto aos meios mais estabelecidos de transporte urbano.

Muitos dizem que a bicicleta no trânsito é quase que uma metáfora à fragilidade e impotência de um indivíduo frente à oposição violenta de governos, corporações e outros sistemas de repressão. A Massa Crítica então serve para nos mostrar que quando nos juntamos e apoiamos uns aos outros, podemos fazer frente à qualquer oposição.

A Massa Crítica é uma celebração para quebrar a monotonia, mecanicidade e agressividade do trânsito urbano, levando alegria e outros elementos mais humanos – braços, pernas e rostos – ao asfalto.

A Massa Crítica é organizada de forma horizontal, não tem representantes, porta-vozes, nem líderes. Ela não tem uma voz. Ela tem tantas vozes quanto participantes. Cada um é livre para levar a manifestação ou a reivindicação que quiser.

Juntos por um trânsito mais humano,  por cidades mais bonitas e alegres, por um mundo mais respirável: somos todos parte da Massa Crítica.

 

Três perguntas para Rodrigo Sanmartin Carlos

Por que o fechamento da Rua 7 para o trânsito de veículos é benéfico?
“Porque proporciona um novo espaço de convivência dos cachoeirenses com a sua cidade. O que estávamos vendo até agora, aos domingos, eram centenas de carros trancando uma via e prejudicando consideravelmente a mobilidade urbana. Existem reclamações pontuais quanto ao “fechamento”, porém os argumentos não se sustentam. É uma questão de tempo até que as pessoas renovem a mentalidade; ninguém é dependente do carro para ter lazer. Não há problema em estacionar a uma quadra da Praça José Bonifácio, pegar seu chimarrão e cadeira e caminhar até lá”.

Que soluções as grandes cidades estão buscando para seus problemas de trânsito?
“Em primeiro lugar, precisamos nos desvincular da ideia antiga de que trânsito é feito só de automóveis. Existe hoje, por todo o planeta, uma tendência urbanística de ‘devolver’ as cidades às pessoas, diminuindo o domínio dos carros sobre o espaço público. As cidades ditas ‘de primeiro mundo’ vêm restringindo cada vez mais a circulação de automóveis e estimulando outros modais, como é o caso do transporte coletivo e da bicicleta. Barcelona, Copenhague, Amsterdã, Paris, Buenos Aires, apenas para citar algumas, são exemplos nesse sentido. Porto Alegre tem vias fechadas ao trânsito de carros aos domingos e o que se vê nesses espaços são pessoas aproveitando o seu dia com muito mais qualidade de vida”.

Que ações poderiam melhorar os problemas de trânsito específicos da cidade de Cachoeira?
“Há muito a ser feito. Mas, como ciclista e motorista que sou, penso que é urgente e primordial implantar o que foi anunciado há 30 anos pelo prefeito da época nas páginas do Jornal do Povo: uma ciclovia que possibilite às pessoas circular com segurança com as suas bicicletas na cidade. Se prestarmos atenção, a cada dia aumenta a quantidade de pessoas em Cachoeira do Sul utilizando a bicicleta para seus deslocamentos habituais, por necessidade ou por opção. Uma via exclusiva para esse fim estimulará muito o uso de mais bicicletas, o que diminuirá consideravelmente os problemas de mobilidade que hoje enfrentamos pelo excesso de automóveis em circulação”.

Coluna 5 minutos, Jornal do Povo, 02 de Junho de 2012.

#fmbpoa: Relato do primeiro dia

foto: @ciclocidade

A chegada em Porto Alegre ocorreu uma hora antes do que eu imaginava, o que foi ótimo! Tive tempo suficiente para montar a bicicleta na rodoviária, deixar a caixa no porta-volumes, pegar o trensurb até o mercado público (para testar a integração dos modais) e pedalar até a Usina do Gasômetro. Deu um suador, mas confesso que também estava pingando de felicidade.

O pessoal estava partindo para o City Tour que marcou oficialmente a abertura do evento. Como não apertei muito bem a bike, tive que ficar por lá e contar a ajuda de outros ciclistas que emprestaram a ferramenta que eu não tinha (chave Allen 06) para ajustar o freio dianteiro. Fiquei satisfeito em perceber que a ajuda recebida foi com instrução, uma forma bacana de aprendizado.

No escurecer do dia, liguei o trator (apelido carinho que um caloi10zista deu pra minha bicicleta) e fui pedalando pela orla do Rio Guaíba até a Avenida Ipiranga. Particularmente eu tinha a impressão que seria tenebroso pedalar na capital, fico surpreendido em perceber que tem sido ótimo. Tanto na Av. Mauá próximo das 18h, quanto na Av. Ipiranga às 21h.

Confraternização na Cidade da Bicicleta

foto: @ciclocidade

Momento alto do dia foi visitar a Cidade da Bicicleta, tomar um chá gelado com Chris Carlson, comer um sanduíche de Grão de Bico ao Curry, feito pelo Chef Alan Chaves, conhecer o espaço do coletivo, assistir o show do músico andarilho de Curitiba PLA e por fim, voltar para o centro histórico pedalando pela Cascatinha, João Alfredo, Perimetral e Usina do Gasômetro, com uma chuva finíssima e um sorriso largo…

FMB: preparação para o evento

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Para o cicloativado, o FMB começou em Cachoeira do Sul, onde o coletivo tirou a possibilidade de integrar as ações do fórum, agilizou-se os contatos e o encaminhamento foi bem recebido pela organização do evento. Decidimos enviar um dos membros do coletivo com recursos próprios e cada integrante fez a sua parte, contribuiu e conquistou-se mais uma etapa, garantindo a autonomia e autogestão do grupo.

Partindo para a ação e com a participação de amigxs do grupo, conseguiu-se hospedagem solidária, colaboração na preparação para transporte da bicicleta do enviado para porto alegre (foto) e instrução para montagem e desmontagem na capital.

No horário marcado, seguindo as determinações da empresa de ônibus, a bicicleta partiu desmontada e encaixotada para participar do FMB. Nossa primeira vitória neste fórum já estava posta: nossa mobilização e capacidade de realizar.

Cicloativado de Cachoeira participa de Fórum em Porto Alegre (Jornal do Povo, online, 20/02/2012)

O coletivo comunitário de bicicletas de Cachoeira do Sul (Cicloativado) apresentará a sua experiência durante o primeiro Fórum Mundial da Bicicleta que acontecerá nesta quinta, sexta e sábado e domingo em Porto Alegre.

Na oficina “Passo-a-passo: Agitando um coletivo de bicicletas numa cidade do interior”, integrantes do cicloativado vão compartilhar as realizações, dificuldades e conquistas realizadas pelo grupo de cicloativistas, além de promover a bicicleta como meio de transporte, estilo de vida e veículo de transformação social.

As páginas do Cicloativado e do Fórum na web são www.cicloativado.org e www.forummundialdabici.com.

Fonte: Jornal do Povo

Deixou bike solta e foi roubado (Jornal do Povo, 13/02/2012)

Depois de deixar sua bicicleta sem cadeado no estacionamento do Supermercado Imec da Rua Júlio de Castilhos neste sábado, homem foi surpreendido ao retornar e não ver mais o veículo. Ao pedir ajuda no mercado, ele viu nas câmeras um homem baixo, magro e vestindo bermuda estampada e camiseta cor-de-rosa levar sua bicicleta azul, aro 26.

Fonte: Jornal do Povo

Nota do editor: Ao estacionar sua bicicleta nos paraciclos públicos de Cachoeira do Sul, olho na segurança: use tranca, preferencialmente que prenda a roda traseira e o quadro juntos.

Sorocaba (SP): A cada dois dias, um ciclista é vítima de acidente de trânsito

Estatística da Urbes revela que só no ano passado foram 173 ocorrências


Cruzar a avenida Dom Aguirre é uma aventura arriscada fora das faixas de travessia – Por: Erick Pinheiro

Um ciclista é vítima de acidente a cada dois dias em Sorocaba. A estatística da Urbes – Trânsito e Transporte revela o registro de 173 ocorrências com bicicletas no ano passado em ruas, avenidas, praças e ciclovias da cidade. O cálculo feito pela Prefeitura de Sorocaba também mostra uma queda na quantidade de acidentes com bicicletas nos últimos anos. Em 2010 houve o registro de 184 ocorrências, contra 192 em 2009 e 238 em 2008. Segundo a Urbes, a causa dos acidentes com bicicletas está diretamente relacionada ao conflito natural de disputa de espaço físico em ruas e avenidas. “Uma vez que, nem todos os ciclistas se limitam à utilização do espaço da ciclovia“, diz a assessoria de comunicação da empresa.

No período histórico compreendido pelos anos de 2008 a 2010, doze vias públicas de Sorocaba registraram 26% dos acidentes de trânsito envolvendo ciclistas. A lista inclui as avenidas Itavuvu (23 ocorrências), Américo Figueiredo (19), Ipanema (18), Dom Aguirre (14), General Carneiro (11), Armando Pannunzio (10), Adão de Camargo (8), General Osório (7) e as ruas Américo Figueiredo (16), Paes de Linhares (16), Atanázio Soares (11) e Humberto de Campos (7).  Metade dessas 12 vias públicas listadas possuem ciclovias. A Urbes informa que os dados disponíveis se referem aos acidentes registrados nas ruas e avenidas em questão, e não necessariamente nas faixas exclusivas para as bicicletas.

O jornalista José Carlos Rodrigues, 49, pratica o ciclismo desde 1999 e coleciona acidentes — todos fora da ciclovia. Já caiu da bicicleta, foi atropelado e até bateu em um automóvel. “No ano passado eu voltava para a minha casa, não vi um buraco e tomei o maior tombo. Quebrei o braço e tive que colocar um pino“, comenta. Rodrigues diz preferir pedalar somente nas ciclovias depois de ter sido atropelado na região central de Sorocaba por um automóvel. “A motorista jogou o carro em cima de mim para desviar e não bater em outro veículo“, relata.

Quem nunca sofreu acidente de bicicleta é o aposentado Jorge Wagner Streani, 58, praticante diário do esporte. Segundo ele, alguns cuidados são tomados para evitar batidas ou quedas. “Evito pedalar em vias com muito movimento e sempre atravesso as avenidas na faixa de pedestre e desmontado da bicicleta“, diz.

A Urbes recomenda aos ciclistas a utilização dos cerca de 80 quilômetros de ciclovias disponíveis pela cidade. Para aqueles que necessitam utilizar as vias, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) determina que a circulação, nessa situação, seja feita junto aos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentada para o trânsito de veículos automotores. “Lembramos também que a circulação de bicicletas nos passeios públicos só é permitida nos locais sinalizados e autorizados pela Urbes“, relata a assessoria de imprensa.

O CTB determina aos ciclistas que as bicicletas sejam dotadas de equipamentos de segurança obrigatórios. A relação inclui o espelho retrovisor do lado esquerdo, acoplado ao guidão e sem haste de sustentação; a campainha (dispositivo sonoro mecânico, eletromecânico, elétrico, ou pneumático, capaz de identificar uma bicicleta em movimento); a sinalização noturna, composta de refletores com alcance mínimo de visibilidade de trinta metros, com a parte prismática protegida contra a ação das intempéries, nos seguintes locais: na dianteira, nas cores branca ou amarela; na traseira, na cor vermelha; nas laterais e nos pedais, de qualquer cor. Embora não seja obrigatório pelo CTB, ainda recomendamos a utilização de capacetes para a proteção individual.

Notícia publicada na edição de 19/01/2012 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 7 do caderno A.

Giuliano Bonamim
giuliano.bonamim@jcruzeiro.com.br

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

Pelas Ruas: músico da Ospa constrói bicicleta de bambu

Um músico da Ospa pedala pelas ruas de Porto Alegre e chama atenção por onde passa. Ou melhor, não o ciclista, mas sua bicicleta fica em evidência. Acontece que o veículo possui uma peculiaridade: é toda feita em bambu. Construída por Klaus Stefan Volkmann, 24 anos, flautista da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, a bicicleta é motivo de orgulho para o músico. É a quarta invenção e, desta vez, segundo ele, a engenhoca está mais profissional.

Mais informações: Bamboo Bikes
Enviado pelo leitor Telmo Padilha Cesar

Fonte: Ospa

Uma ciclovia feita de lixo?!

Na cidade de Toronto, há algumas semanas, um caminhão virou à direita e causou o trágico atropelamento seguido de morte da jovem Jenna Morrison, uma ciclista de 38 anos, que estava grávida. Sua morte levou muitas pessoas a questionar porque não separar a via para os ciclistas (ciclovias); a resposta usual dos políticos e engenheiros é que não há espaço suficiente, que você não se pode criar pistas próprias para bicicletas distantes da ameaça constante dos carros, ônibus e caminhões.

Dois cicloativistas, James Schwartz e Dave Meslin, demonstraram que isso não é verdade. Eles foram até o cruzamento onde Jenna foi morta e construíram sua própria ciclovia com galhos secos, copos e lixo em geral (as bicicletas no chão foram pintadas por outros ativistas em ação anterior).

Será que carros e caminhões respeitam as marcações? Existe espaço suficiente para um grande caminhão fazer uma curva sem impedir a ciclovia? Podem todos os veículos – motos, carros e caminhões – compartilhar um cruzamento com segurança e marcações adequadas? Infelizmente, a resposta é sim. Tarde demais para Jenna. Mas não é tarde demais para que isso sirva como um exemplo. Ciclovias salvam vidas. Elas criam espaços seguros, mantêm os veículos a motor longe das bicicletas, e o mais importante, sensibilizam todos os condutores para que eles compartilhem o espaço com as outras pessoas.

via Living in the bike lane