Arraial: Massa Crítica de Cachoeira do Sul

A bicicletada “Massa Crítica” do mês de Junho, vai celebrar as vantagens da bicicleta de uma forma diferente: será uma festa junina, com quentão, pinhão, pipoca, bolo e pratos típicos dessa época. Para participar basta chegar cedo, pois o arraial é uma forma carinhosa de receber as pessoas com bicicletas para o evento, que tem partida programada para às 19h 30min.

Dicas: Venha a caráter, traga um prato típico, contribua com as ações do Coletivo Comunitário de Bicicletas de Cachoeira do Sul na reforma de 13 bicicletas que foram doadas ao grupo para reformas e logo serão devolvidas à comunidade. O primeiro lote de quatro bikes já está quase pronto.

Arraial: Massa Crítica de Junho
Praça José Bonifácio (Próximo a Quadra Esportiva)
Concentração Festiva: 18h
Saída da Celebração: 19h 30min
Percurso leve, livre e feliz.

Afinal, o que é Massa Crítica?

A Massa Crítica é uma celebração da bicicleta como meio de transporte. Acontece na última Sexta-Feira de cada mês, quando dezenas, centenas ou milhares de ciclistas se reúnem para ocupar seu espaço nas ruas e criar um contraponto aos meios mais estabelecidos de transporte urbano.

Muitos dizem que a bicicleta no trânsito é quase que uma metáfora à fragilidade e impotência de um indivíduo frente à oposição violenta de governos, corporações e outros sistemas de repressão. A Massa Crítica então serve para nos mostrar que quando nos juntamos e apoiamos uns aos outros, podemos fazer frente à qualquer oposição.

A Massa Crítica é uma celebração para quebrar a monotonia, mecanicidade e agressividade do trânsito urbano, levando alegria e outros elementos mais humanos – braços, pernas e rostos – ao asfalto.

A Massa Crítica é organizada de forma horizontal, não tem representantes, porta-vozes, nem líderes. Ela não tem uma voz. Ela tem tantas vozes quanto participantes. Cada um é livre para levar a manifestação ou a reivindicação que quiser.

Juntos por um trânsito mais humano,  por cidades mais bonitas e alegres, por um mundo mais respirável: somos todos parte da Massa Crítica.

 

Três perguntas para Rodrigo Sanmartin Carlos

Por que o fechamento da Rua 7 para o trânsito de veículos é benéfico?
“Porque proporciona um novo espaço de convivência dos cachoeirenses com a sua cidade. O que estávamos vendo até agora, aos domingos, eram centenas de carros trancando uma via e prejudicando consideravelmente a mobilidade urbana. Existem reclamações pontuais quanto ao “fechamento”, porém os argumentos não se sustentam. É uma questão de tempo até que as pessoas renovem a mentalidade; ninguém é dependente do carro para ter lazer. Não há problema em estacionar a uma quadra da Praça José Bonifácio, pegar seu chimarrão e cadeira e caminhar até lá”.

Que soluções as grandes cidades estão buscando para seus problemas de trânsito?
“Em primeiro lugar, precisamos nos desvincular da ideia antiga de que trânsito é feito só de automóveis. Existe hoje, por todo o planeta, uma tendência urbanística de ‘devolver’ as cidades às pessoas, diminuindo o domínio dos carros sobre o espaço público. As cidades ditas ‘de primeiro mundo’ vêm restringindo cada vez mais a circulação de automóveis e estimulando outros modais, como é o caso do transporte coletivo e da bicicleta. Barcelona, Copenhague, Amsterdã, Paris, Buenos Aires, apenas para citar algumas, são exemplos nesse sentido. Porto Alegre tem vias fechadas ao trânsito de carros aos domingos e o que se vê nesses espaços são pessoas aproveitando o seu dia com muito mais qualidade de vida”.

Que ações poderiam melhorar os problemas de trânsito específicos da cidade de Cachoeira?
“Há muito a ser feito. Mas, como ciclista e motorista que sou, penso que é urgente e primordial implantar o que foi anunciado há 30 anos pelo prefeito da época nas páginas do Jornal do Povo: uma ciclovia que possibilite às pessoas circular com segurança com as suas bicicletas na cidade. Se prestarmos atenção, a cada dia aumenta a quantidade de pessoas em Cachoeira do Sul utilizando a bicicleta para seus deslocamentos habituais, por necessidade ou por opção. Uma via exclusiva para esse fim estimulará muito o uso de mais bicicletas, o que diminuirá consideravelmente os problemas de mobilidade que hoje enfrentamos pelo excesso de automóveis em circulação”.

Coluna 5 minutos, Jornal do Povo, 02 de Junho de 2012.

#fmbpoa: Relato do primeiro dia

foto: @ciclocidade

A chegada em Porto Alegre ocorreu uma hora antes do que eu imaginava, o que foi ótimo! Tive tempo suficiente para montar a bicicleta na rodoviária, deixar a caixa no porta-volumes, pegar o trensurb até o mercado público (para testar a integração dos modais) e pedalar até a Usina do Gasômetro. Deu um suador, mas confesso que também estava pingando de felicidade.

O pessoal estava partindo para o City Tour que marcou oficialmente a abertura do evento. Como não apertei muito bem a bike, tive que ficar por lá e contar a ajuda de outros ciclistas que emprestaram a ferramenta que eu não tinha (chave Allen 06) para ajustar o freio dianteiro. Fiquei satisfeito em perceber que a ajuda recebida foi com instrução, uma forma bacana de aprendizado.

No escurecer do dia, liguei o trator (apelido carinho que um caloi10zista deu pra minha bicicleta) e fui pedalando pela orla do Rio Guaíba até a Avenida Ipiranga. Particularmente eu tinha a impressão que seria tenebroso pedalar na capital, fico surpreendido em perceber que tem sido ótimo. Tanto na Av. Mauá próximo das 18h, quanto na Av. Ipiranga às 21h.

Confraternização na Cidade da Bicicleta

foto: @ciclocidade

Momento alto do dia foi visitar a Cidade da Bicicleta, tomar um chá gelado com Chris Carlson, comer um sanduíche de Grão de Bico ao Curry, feito pelo Chef Alan Chaves, conhecer o espaço do coletivo, assistir o show do músico andarilho de Curitiba PLA e por fim, voltar para o centro histórico pedalando pela Cascatinha, João Alfredo, Perimetral e Usina do Gasômetro, com uma chuva finíssima e um sorriso largo…

FMB: preparação para o evento

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Para o cicloativado, o FMB começou em Cachoeira do Sul, onde o coletivo tirou a possibilidade de integrar as ações do fórum, agilizou-se os contatos e o encaminhamento foi bem recebido pela organização do evento. Decidimos enviar um dos membros do coletivo com recursos próprios e cada integrante fez a sua parte, contribuiu e conquistou-se mais uma etapa, garantindo a autonomia e autogestão do grupo.

Partindo para a ação e com a participação de amigxs do grupo, conseguiu-se hospedagem solidária, colaboração na preparação para transporte da bicicleta do enviado para porto alegre (foto) e instrução para montagem e desmontagem na capital.

No horário marcado, seguindo as determinações da empresa de ônibus, a bicicleta partiu desmontada e encaixotada para participar do FMB. Nossa primeira vitória neste fórum já estava posta: nossa mobilização e capacidade de realizar.

Cicloativado de Cachoeira participa de Fórum em Porto Alegre (Jornal do Povo, online, 20/02/2012)

O coletivo comunitário de bicicletas de Cachoeira do Sul (Cicloativado) apresentará a sua experiência durante o primeiro Fórum Mundial da Bicicleta que acontecerá nesta quinta, sexta e sábado e domingo em Porto Alegre.

Na oficina “Passo-a-passo: Agitando um coletivo de bicicletas numa cidade do interior”, integrantes do cicloativado vão compartilhar as realizações, dificuldades e conquistas realizadas pelo grupo de cicloativistas, além de promover a bicicleta como meio de transporte, estilo de vida e veículo de transformação social.

As páginas do Cicloativado e do Fórum na web são www.cicloativado.org e www.forummundialdabici.com.

Fonte: Jornal do Povo

Mobilização: Cicloativado em mais uma Massa Crítica

Publicado no Jornal O Correio, dia 24 de Dezembro de 2011, por Alessandro Ferrony.

ATIVIDADE OCORREU NESTA SEXTA-FEIRA À TARDINHA NA CIDADE

O coletivo comunitário de bicicletas de Cachoeira do Sul, o Cicloativado, realizou nesta sexta-feira a terceira edição da pedalada denominada Massa Crítica, uma celebração da bicicleta como meio de transporte que teve origem em San Francisco, nos Estados Unidos, em meados dos anos 90.

O grupo, formado por dezenas de ciclistas cachoeirenses, tem se encontrado toda última sexta-feira de cada mês à tardinha, quando sai da Praça José Bonifácio e percorre algumas ruas do Centro até às Cinco Esquinas, retornando à praça. Dessa vez, os organizadores optaram por realizar a atividade na véspera de Natal por considerar que na próxima sexta-feira, que será a última do mês, muitas pessoas não estarão em Cachoeira por causa do Réveillon.

Três ciclistas estrearam na atividade

Três ciclistas fizeram nesta sexta-feira suas estreias na Massa Crítica: a enfermeira Lenira Tesch, a fonoaudióloga Nelise Oliveira e o representante comercial Fanor Silveira. O trio participa da pedalada noturna recreativa que acontece semanalmente na cidade e pela primeira vez participou da Massa Crítica. “Acho fantástico fazer parte de um grupo que se preocupa com a qualidade de vida”, comemora Lenira, ao mesmo tempo em que preocupa-se com a situação do trânsito em função do Natal. Para Nelise, a atividade física aliada a conscientização são os atrativos da Massa Crítica: “É ótimo conhecer novas pessoas e pedalar ajuda até na melhora da saúde mental”.

CRESCIMENTO – Silveira é um veterano do pedal e anda de bicicleta há 40 anos, e já foi de Cachoeira a Encruzilhada do Sul pedalando. “O movimento ciclístico vai crescer em Cachoeira”, aposta o representante comercial. Quem concorda com Silveira é a comerciária Cristina Mór, que pela segunda vez participou da atividade: “O número de pessoas com bicicletas nas ruas tem aumentado, mas infelizmente a maioria dos motoristas cachoeirenses não respeita os ciclistas”. Em relação a ciclovia, Cristina discorda de Wolff: “Deveria sim haver uma ciclovia, de repente na rua Pinheiro Machado”, acredita a comerciária.

VOLUNTÁRIOS
O Cicloativado é um grupo que foi criado este ano e chamou a atenção da comunidade quando organizou a atividade do Dia Mundial Sem Carro, em setembro. É uma organização que não possui líderes ou hierarquias, e todos se consideram voluntários. Um deles, o metalúrgico Maurício Souza, pedala desde os sete anos e atualmente tem usado bastante a bicicleta para locomover-se da sua residência, no Bairro Drews, até o Centro, principalmente. “Entrei nessa para ajudar a conscientizar e mobilizar a galera. Também sou motorista e eu mesmo comecei a ter mais cuidados no trânsito desde que aderi ao movimento”, confessa Souza, que participou de todas as edições da Massa Crítica cachoeirense.

Outro colaborador do Cicloativado, o advogado Clóvis Wolff, explica porque faz parte do coletivo: “Antes de tudo é uma questão cidadã. Tomei conhecimento do grupo através de uma rede social na internet e discutir a mobilidade urbana é uma prioridade, todas as pessoas deveriam se envolver”, acredita Wolff, que também não perdeu nenhuma Massa Crítica até agora. Em relação ao trânsito da zona urbana, o voluntário ainda não detectou nenhuma melhoria desde que a atividade começou a ser organizada: “As pessoas estão enlouquecidas no modo de dirigir automóveis”, lamenta o advogado. Wolff também participa de outro grupo que pedala toda quarta-feira e manda um recado: “Tem lideranças do meio ciclístico em Cachoeira que poderiam participar mais, o mundo inteiro está entrando nessa onda. A cidade não possui um planejamento cicloviário e eu acho impossível ter uma ciclovia, no máximo uma ciclofaixa”.

Importante
QUIOSQUE – Embora o espaço na Praça José Bonifácio emprestado para o coletivo pela Prefeitura esteja provisoriamente servindo para abrigar os instrumentos musicais da bateria da escola de samba Estação Expresso e ferramentas de funcionários da Plus Engenharia, de Camaquã, que está construindo a nova pista de esportes radicais da praça, os voluntários continuam se reunindo toda sexta à tardinha no Bar Chimbas, quando acontece a bike hour, uma versão em duas rodas para a tradicional happy hour. “Além da conscientização, também temos interesse em conviver e conhecer outros ciclistas”, revela Wolff.

CICLOFAIXA E CICLOVIA

  • As ciclovias são espaços para uso exclusivo de bicicletas, espaços estes segregados da via por algum tipo de elemento físico, como um meio-fio.
  • As ciclofaixas também são de uso exclusivo de bicicletas, mas são demarcadas na via por sinalização de solo, uma simples pintura na faixa.

Uma ciclovia feita de lixo?!

Na cidade de Toronto, há algumas semanas, um caminhão virou à direita e causou o trágico atropelamento seguido de morte da jovem Jenna Morrison, uma ciclista de 38 anos, que estava grávida. Sua morte levou muitas pessoas a questionar porque não separar a via para os ciclistas (ciclovias); a resposta usual dos políticos e engenheiros é que não há espaço suficiente, que você não se pode criar pistas próprias para bicicletas distantes da ameaça constante dos carros, ônibus e caminhões.

Dois cicloativistas, James Schwartz e Dave Meslin, demonstraram que isso não é verdade. Eles foram até o cruzamento onde Jenna foi morta e construíram sua própria ciclovia com galhos secos, copos e lixo em geral (as bicicletas no chão foram pintadas por outros ativistas em ação anterior).

Será que carros e caminhões respeitam as marcações? Existe espaço suficiente para um grande caminhão fazer uma curva sem impedir a ciclovia? Podem todos os veículos – motos, carros e caminhões – compartilhar um cruzamento com segurança e marcações adequadas? Infelizmente, a resposta é sim. Tarde demais para Jenna. Mas não é tarde demais para que isso sirva como um exemplo. Ciclovias salvam vidas. Elas criam espaços seguros, mantêm os veículos a motor longe das bicicletas, e o mais importante, sensibilizam todos os condutores para que eles compartilhem o espaço com as outras pessoas.

via Living in the bike lane

Quem já ganhou bicicleta de natal? levanta a mão

Algumas pessoas adoram natal, outras detestam, para poucas é absolutamente indiferente. Confesso que faço parte das indiferentes, com o passar dos anos deixei de detestar, de dar discursos intermináveis e de tentar convencer as pessoas de que não havia nada de fraternal no natal, que eram os filhos de deus enchendo a pança e os pobres morrendo, etc, etc, etc…

Ao cruzar o cabo da boa esperança (os 30 anos), creio que me tornei um pouco mais razoável nas minhas ponderações. Neste processo entendi completamente que o natal permanece pois nele existe um simbolo muito grande, “o presente de natal“, sim natal é troca de presentes, isso que torna essa data gastronômica tão interessante. Lembrei que diversos amigos e amigas ganharam bicicletas de natal.

Se você já ganhou bicicleta de natal, levante a mão, dê um sorriso e compartilhe a história do seu presente de duas rodas com o coletivo comunitário de bicicletas de cachoeira do sul. Você pode enviar foto, vídeo, desenho, ilustração, texto, áudio, o que quiser através do formulário do fotomemória. Queremos saber sobre as suas sensações e fazer um registro como agradecimento à memória desses momentos.

Neste natal, presenteie com uma bike ;)