Bicicletas na Hora do Planeta

O coletivo comunitário de bicicletas de Cachoeira do Sul, o cicloativado, fará neste sábado uma programação especial em suas atividades do mês de Março. É a Hora do Planeta, conhecida globalmente como Earth Hour, é um ato simbólico no qual todas as pessoas são convidados a mostrar sua preocupação com o aquecimento global.

O evento é uma iniciativa da rede World Wide Fund for Nature (WWF), uma organização comprometida com a conservação da natureza dentro do contexto social e econômico internacional. A Hora do Planeta acontece desde 2007 e já teve adesão de 50 milhões de pessoas, de 400 cidades em 35 países.

Esta é a segunda vez que o município de Cachoeira do Sul adere a iniciativa. As pessoas que integram o coletivo comunitário de bicicletas sugerem um momento de confraternização social com velas e música ao ar livre em torno do Château D’eau. Além das atividades no paço municipal, também será realizada uma bicicletada, com saída às 19h na Praça das Bicicletas (José Bonifácio) e chegada em torno de 20h ao local do evento.

Bicicletada Hora do Planeta
Saída: 19h – Praça das Bicicletas (Estacionamento da Rua Milan Krás, na Praça José Bonifácio)
Chegada: 20h – Sítio Histórico do Paço Público Municipal – Antiga Casa de Câmara e Cadeia (Prefeitura), Château D’Eau e Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição.

Ato Simbólico
20h30 às 21h30 no Château D’Eau. Desligue as luzes de casa, traga velas, cadeiras, chimarrão e instrumentos musicais.

Massa Crítica do Brinquedo (sexta-feira, 30 de março)

Durante a realização da “Tarde de Jogos e Diversões ao Ar Livre“, o coletivo comunitário de bicicletas de Cachoeira do Sul, o cicloativado, recebeu algumas doações de brinquedos que serão entregues à Casa da Criança Sagrado Coração de Jesus, juntamente com os alimentos arrecadados durante os passeios ciclísticos noturnos da Ciclo Bikes, que acontecem nas quartas-feiras.

Para contribuir ainda mais com o sorriso das crianças, pedimos que as pessoas tragam brinquedos novos (usados em bom estado) ou alimentos não perecíveis. As doações serão recolhidas diretamente pela equipe da entidade socioassistencial, que atua a cerca de 67 anos em Cachoeira do Sul.

A Massa Crítica é uma celebração da bicicleta como meio de transporte que ocorre em mais de 300 cidades ao redor do mundo, sempre na última sexta-feira de cada mês. Ela acontece quando dezenas, centenas ou milhares de ciclistas se reúnem para ocupar seu espaço nas ruas e criar um contraponto aos meios mais estabelecidos de transporte urbano.

A Massa Crítica é uma celebração para quebrar a monotonia, mecanicidade e agressividade do trânsito urbano, levando alegria e outros elementos mais humanos às ruas.

Massa Crítica do Brinquedo
Sexta-Feira, 30 de Março, 19h.
Praça José Bonifácio, estacionamento da Milan Krás (Espaço Cicloativado)
Percurso leve, ideal para o clima de confraternização e iniciantes.

Sábado (17/03/2012): Tarde de Jogos e Diversões ao ar livre

Para celebrar a volta do coletivo comunitário de bicicletas de Cachoeira do Sul ao quiosque da Praça José Bonifácio, neste sábado vamos passar uma tarde diferente, ao ar livre, desfrutando de jogos e brinquedos de mesa.

Essa iniciativa busca integrar as pessoas do comunidade com aqueles que fazem parte do coletivo, além de sugerir uma retomada das diversões mais simples, que estimulam a criatividade e a interação, também é uma forma de oportunizar um resgate a memória lúdica de cada participante.

Para que essa tarde de diversão possa ser aproveitada por crianças e idosos da cidade, pedimos às pessoas que desejam doar um jogo/brinquedo novo ou em boas condições, possam levar suas contribuições no espaço cicloativado, que estaremos comprometidos em realizar a entrega na próxima Massa Crítica, no dia 30 de março.

Na tarde de jogos e diversões ao ar livre surge para proporcionar sorrisos e bons momentos em comunidade, com isso, não serão aceitas apostas de nenhuma espécie, tampouco será estimulada a competição sagaz, ardilosa ou desenfreada.

Relato: Bicicletada Morcego

Na madrugada, próximo ao final da bicicletada, alguns ciclistas ainda tiveram disposição para levantar suas bikes.

A noite era de lua cheia, pouco a pouco o grupo, surpreendido pela boa adesão, reuniu-se num dos pontos históricos/turísticos da cidade e partiu animado, tomando as ruas para si. O que poderiam esperar de uma pedalada que na madrugada?

Os momentos de fraternidade e união ficaram evidentes com a parada mecânica logo na saída. Uma caixa de direção bem apertada com ferramentas improvisadas e lá foram as bicicletas novamente, escalando a cidade com a força de seus pedais, compartilhando sorrisos e boas conversas.

Sem um trajeto definido, mas repleto de admiração proporcionada por outra experiência com as ruas, com o silêncio, os cheiros e principalmente, sentindo o sabor da novidade, com a brisa a lamber os cabelos e um sopro de ideias por dias e noites de liberdade.

O coletivo comunitário de bicicletas de Cachoeira do Sul, o cicloativado, sugere que você experimente a sua cidade, seja ela qual for, de modo semelhante ao que ocorreu nesta pedalada: as mesmas ruas que você vê todos os dias dominadas por carros estarão, na madrugada, vazias e silenciosas. E com esta tranquilidade, elas podem se doar gentil e generosamente para as pessoas. Como, aliás, deveria ser sempre.

Bicicletada Morcego: pedalada da meia-noite

Bicicletada Morcego: Pedalada da Meia-Noite é uma outra forma de vivenciar o uso da bicicleta, é buscar uma cidade sob poucos efeitos do trânsito, é descobrir novos ângulos das fachadas, portas e janelas. É buscar poesia no silêncio da noite com muita adrenalina.

A opção de realizar uma pedalada da meia-noite em Cachoeira do Sul, foi uma decisão tirada em reunião, através do exercício de co-descoberta de novas possibilidades de relacionamento e integração entre xs voluntárixs do cicloativado, grupos de ciclistas da cidade e de oferecer uma alternativa mensal de passeio noturno.

O ritmo da pedalada é de passeio, o trajeto é totalmente urbano, mantendo o silêncio e curtindo o vento no rosto em algumas subidas e descidas da Capital do Arroz. Mantenha sua bicicleta equipada com faróis, piscas e lanternas e venha retomar as noites conosco na primeira terça de cada mês.

Entre no clima:

Massa Crítica em Cachoeira do Sul (blog pensando o ambiente, @juliomahfus)

As ruas foram projetadas para as motos e os automóveis, apenas? Claro que não. Sequer foram projetadas. Os automóveis se apoderaram das ruas por ser um meio de transporte, até o século passado, mais rápido. Como hoje são as motos. Mas as nossas ruas e avenidas estão apenas adaptadas para isso.

A Massa Crítica é uma celebração da bicicleta como meio de transporte que ocorre em mais de 300 cidades ao redor do mundo. Ela acontece quando dezenas, centenas ou milhares de ciclistas se reúnem para ocupar seu espaço nas ruas e criar um contraponto aos meios mais estabelecidos de transporte urbano.

Muitos dizem que a bicicleta no trânsito é quase que uma metáfora à fragilidade e impotência de um indivíduo frente à oposição violenta de governos, corporações e outros sistemas de repressão. A Massa Crítica então serve para nos mostrar que quando nos juntamos e apoiamos uns aos outros, podemos fazer frente à qualquer oposição.

Ontem, mais de trinta ciclistas de Cachoeira deram mostras que estão sim preocupados, não só com a saúde individual, mas com a saúde coletiva e com o meio ambiente, proporcionando uma festa pelas ruas de nossa cidade. Achei lindo e maravilhoso assistir a tudo! E o meio ambiente, agradece, mais uma vez, essa grande iniciativa deles.

Fonte: Jornal do Povo

#FMBPOA: relato segundo dia – Chris Carlson – Nowtopia

Chris Carlson na Redenção

Se eu conseguisse me mexer, eu teria chorado. As palavras de Cris Carlson sobre o seu entendimento de mundo, sobre sua visão do presente e principalmente, na sua determinação em acreditar e realizar pequenas transformações cotidianas, são capazes sim de transformar o mundo!

Resolvi fazer a gravação em áudio daquele momento, mais do que um registro, uma forma de pertencimento e apropriação daquilo que fará parte do meu léxico por algum tempo. Enquanto ele falava sobre os exemplos de mobilização, resistência e enfrentamento ao grande capital, eu concordava com uma das mãos, já que era impossível aplaudir com as duas.

A fala não se estendeu, mas foi incrível ter uma aula pública, num parque, com uma lua linda e com uma ótima sensação de que minhas escolhas, minhas ideias e minha vontade não estão desconectadas ou isoladas no mundo, ela fazem eco e se encontram com as vibrações pulsantes do pensamento e das ações de pessoas presentes naquele encontro.

Obrigado Cicloativado, Massa Crítica, FMB e Chris Carlson. O presente nos pertence!

Para fazer download dos arquivos e usá-los livremente, estão em domínio público no Archive.org

FMB: oficina “Passo-a-passo: Agitando um coletivo de bicicletas numa cidade do interior”

A medida em que o horário da oficina se aproximava, meu coração palpitava mais forte, principalmente porque eu não tinha muita certeza se a apresentação estava finalizada. Resolvi abstrair um pouco dos meus medos e participar da oficina sobre Comunicação Não-Violenta, uma vez que é um assunto que me interessa.

Com um certo atraso e com muita colaboração da organização do fórum, conseguiu-se projetor e computador para a apresentação. Havia cerca de 30 pessoas, comecei a despejar informações com sorrisos, piadas e um pouco de non-sense. Foi tudo muito bem, no final haviam quase 50 pessoas e recebi até aplausos e um origami :D

Com a apresentação pude perceber que o nosso coletivo está sintonizado com o exercício de um mundo livre, autônomo e ciclável. Algumas pessoas destacaram o caráter social das atividades que realizamos em Cachoeira do Sul, foi estimulante. Gostaria que todos os membros de nosso grupo pudessem estar presentes, ainda mais quando o Chris Carlson falou depois da Massa Crítica e bateu totalmente com nossos princípios e ideais.

Estamos em busca de uma batida nova, seja ela perfeita ou imperfeita, mas a nossa batida! Vamos em frente!

FMB: relato do segundo dia – Massa Crítica

A Massa Crítica que aconteceu durante o Fórum Mundial da Bicicleta será uma experiência marcante na minha vida pelos próximos muitos anos. Fiz amigos, ri muito, cansei, pedalei mais, curti a paisagem e me emocionei em alguns momentos. O clima de cooperação, camaradagem e alegria em celebrar/protestar em nome de uma nova forma de organização e entendimento daquilo que ousamos chamar de cidade.
 
Me encontrei com o grupo de Manaus, Canoas e Cachoeirinha que participaram da oficina do cicloativado, decidi pedalar com eles e fiz isso enquanto meus pulmões aguentaram. Na metade do percurso comecei a fazer parte do grupo de trás, mas ainda assim, um pessoal cheio de ânimo e com músicas muito divertidas.
 
O trajeto passou pela cidade baixa, centro histórico, ipiranga, goethe, moinhos de vento, redenção, viaduto conceição, na comunidade onde o menino Gustavo foi atropelado e finalizando no monumento ao expedicionário. Sei lá, talvez uns 20km, sei que nunca pedalei tanto na minha vida num dia só, mas sei também que nunca foi tão divertido ser parte de algo que acredito!
 
Mais amor!

Relato da Massa Crítica de Cachoeira do Sul (por TW)

Escrevo ainda sob os efeitos e o quase-domínio da forte emoção pelo que eu vivenciei hoje. Melhor assim.

No início deste ano, uma pessoa que para mim é uma referência nos lançou por email, como flechas, as seguintes palavras amargas mas verdadeiras:

“vejo o mundo inteiro e os arredores funcionando, empolgado, vibrante. e nós aqui, cachoeira do sul, apáticos, cabisbaixos e desmobilizados.”

Pois o que eu vi hoje é que uma cidade “funcionando, empolgada, vibrante” é possível, mesmo que ela seja Cachoeira do Sul. Sim, eu enxerguei 32 células pulsantes, com suas camisetas brancas pedalando em seus veículos e, em cada olhar, pude perceber um ânimo diferente, que ainda não tinha verificado em nenhuma das massas anteriores.

Parece que a nossa expectativa – gigantesca nesses últimos dias, estou errado? – ganhou de presente um evento ainda maior do que ela.

Não foi apenas um passeio, não foi meramente uma pedalada. Não, o ATIVISMO estava pulsando ali, talvez motivado pelo clima que se instaurou desde a preparação lá na praça: todo mundo enchendo balões, escolhendo plaquinhas com frases para prender nas bikes, recebendo panfletos que depois seriam distribuídos na sinaleira, preparando-se ansiosos com seus apitos. (Aliás, acho que isso foi de fundamental importância para gerar um clima comunitário e ativista no grupo, e penso que devemos repetir nas próximas massas).

Meus ouvidos vibraram ao ouvir os gritos de “bicicleta!!!” e, em resposta, o coro de “um carro a menos!!!”

Iluminada por Deus e bonita por natureza é a pessoa que teve a feliz ideia de fixar uma bicicleta branca num poste. No mesmo momento, outrxs distribuíam panfletos a motoristas, que nos agradeciam gentilmente com sorrisos. É bem verdade que, com os sorrisos e os lindos olhares das nossas ativistas, não tem cara amarrada que resista.

Agora mesmo, acabo de ficar sabendo que um guri dos seus 10 ou 12 anos – que implorou ao pai para ir na massa mas não pôde porque era o dia do seu aniversário – declara que ouvir os ciclistas cantarem parabéns a você, na frente da casa, foi o melhor presente que poderia ter recebido (e quando escrevo isso meus olhos embaçam, droga!).

Enfim, repito o que disse em resposta àquela querida pessoa que acusou os cachoeirenses – com razão – de apáticos e desmobilizados: vamos em frente, de espinha ereta e coração tranquilo!

tw