Cicloativado ensina a andar de bicicleta

Você sabe andar de bicicleta? Se não sabe, independente da sua idade, você tem a chance de aprender gratuitamente e ainda conhecer novos amigos nas tardes de domingo.

Basta visitar a BiciEscola, novo projeto que o Coletivo Comunitário de Bicicletas (Cicloativado) está promovendo na pracinha do Bairro Soares, em Cachoeira do Sul. Confira a entrevista com uma das voluntárias do Cicloativado e saiba mais sobre as atividades:

Três perguntas para

Elisa Lopes, 27 anos, cabeleireira e integrante do Coletivo Comunitário de Bicicletas (Cicloativado)

Como funciona a escola de bicicleta do Cicloativado?

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Temos alunos dos quatro anos aos 60 anos de idade. Basta ter vontade de aprender e comparecer. Se não tiver bicicleta, nós emprestamos. Temos duas alunas que na segunda aula já saíram pedalando. Uma delas tem pouco mais de 50 anos de idade”

O que mais o Cicloativado tem feito de bom?

“Todas as sextas-feiras, às 19h, temos a ‘Bike Hour’. Nos reunimos no nosso Quiosque na Praça José Bonifácio para um bate papo legal seguido de passeio de bicicleta pela cidade.

Estamos reivindicando uma ciclovia em Cachoeira do Sul e paraciclos (estacionamentos de bicicleta), para que os ciclistas possam deixá-las cadeadas em segurança no centro da cidade quando precisam ir a algum local ou estabelecimento comercial. Os paraciclos da Praça Bonifácio foram doados pela Screw.”

Quem pode participar do Ciclioativado?

“Todos os ciclistas ou simpatizantes da causa que queiram sugerir, opinar e até criticar. Hoje temos 17 integrantes ativos que decidem tudo em conjunto e vários simpatizantes que participam das atividades.

O grupo existe há um ano e meio com a proposta de valorizar a bicicleta como um meio de transporte saudável e sustentável. Para participar basta procurar um dos integrantes ou entrar em contato pela nossa fanpage ‘Cicloativado’, no Facebook. Também aceitamos doações de bicicletas, peças e mão-de-obra.”

Publicado na Coluna “5 Minutos”, do Jornal do Povo de 02/04/2013: http://www.jornaldopovo.com.br/site/noticias_interna.php?intIdConteudo=183279

Faça barulho com a Massa Crítica de Maio!

Na última sexta-feira de cada mês, acontece a Massa Crítica, uma bicicletada diferente, que costuma misturar celebração e protesto. Celebrar a utilização da bicicleta como veículo de autonomia humana, de liberdade, lazer, convivência comunitária, transformação social e protestar em nome de uma rua compartilhada, onde os carros, ônibus e caminhões, façam valer o que está previsto no Código Brasileiro de Trânsito, respeitando a bicicleta como um veículo.

Além das reivindicações pela garantia dos seus direitos à uma locomoção segura e não poluente pela cidade, os ciclistas, cicloativistas, esportistas e ciclotransportadores de Cachoeira do Sul estarão reunidos nessa bicicletada para exigir a instalação urgente de uma ciclovia, afim de aumentar a segurança e garantir o acesso a cidade para mais e mais pessoas que optam pela bicicleta como estilo de vida ou veículo de transporte.

A Massa Crítica do Barulho vai sair ás 19h 15min, da Praça José Bonifácio, os participantes estarão concentrados no Espaço Cicloativado, junto a praça de alimentação, no estacionamento da Milan Krás a partir das 19h. Traga apitos, buzinas e cornetas e façamos uma manifestação festiva pela conquista de uma ciclovia significativa e efetiva em nossa cidade.

Massa Crítica do Barulho
Sexta-feira, 25 de Maio de 2012
Concentração: 19h
Saída: 19h 15min
Praça José Bonifácio
Espaço Cicloativado (estacionamento da Milan Krás, próximo a quadra de esportes)

A UnB terá sua primeira ciclovia ainda em 2012

Alexandra Martins/UnB Agência

A empresa responsável pelas obras já foi contratada pelo GDF, responsável pelo Comitê de Mobilidade Urbana. Investimento será de R$ 3,4 milhões

Diogo Lopes – Da Secretaria de Comunicação da UnB

Mais de 12 km de vias exclusivas para bicicletas serão construídos na UnB. A contratação da obra foi publicada no Diário Oficial no dia 17 deste mês e faz parte do Plano de Mobilidade Urbana do Distrito Federal, que pretende criar um sistema cicloviário – que inclui ciclovias, ciclofaixas, calçadas compartilhadas e rotas ciclísticas – com 600 km de extensão até 2014. Até o momento, foram construídos 41 km de ciclovias no DF. A primeira fase do projeto, na qual a UnB está incluída, prevê a construção de 235 km de via. A Secretaria de Governo do GDF espera abrir editais para outros 200 km de malha cicloviária no segundo semestre deste ano.

Além desta iniciativa, o GDF planeja disponibilizar ciclofaixas de lazer em outras cidades, como ocorre no Eixão aos domingos, oferecer vagas de bicicletas em todos os edifícios públicos e realizar um estudo para informar vias recomendáveis para o tráfego de bicicletas, as chamadas rotas ciclísticas. No início do ano letivo, o GDF pretende lançar o projeto “Caminho da Escola”, em parceria com o MEC, que doará mil bicicletas para que alunos dos últimos anos do ensino fundamental e de todo o ensino médio possam ir para as escolas utilizando o veículo.

Queremos que o DF tenha uma concepção moderna de mobilidade e institucionalizar a cultura de convivência da locomoção, que integrem todas as áreas da sociedade”, afirma José Ricardo Bianco Fonseca, coordenador do Comitê de Mobilidade Urbana do GDF, que viabiliza o debate entre secretarias de áreas diversas como o turismo, a educação, a segurança pública e os esportes, além de setores da sociedade civil. O Comitê pretende oferecer à população, até a Copa do Mundo, um serviço de aluguel de bicicletas similar ao Bicing, de Barcelona (www.bicing.cat), que disponibiliza 413 estações de bicicletas como complementos aos transportes urbanos.

Luiz Filipe Barcelos/UnB Agência

CRÍTICAS – Uirá Lourenço, presidente da ONG Rodas da Paz, que estimula o uso de bicicletas e convivência harmoniosa entre ciclistas, motoristas e pedestres, considera o projeto interessante, mas faz algumas ressalvas. “Poderiam ser adotadas medidas de integração, que favorecessem a cultura do respeito por meio de campanhas de conscientização”, considera. “Dentro da UnB, ciclofaixas poderiam ser melhores se fossem acompanhadas de campanhas, redutores de velocidade e vagas para estacionar as bicicletas”.

A professora Maria Rosa Abreu, coordenadora do projeto de extensão da UnB chamado Cidade Verde, também acredita que iniciativa é interessante para a instituição. Mas pondera. “Como é um equipamento público, com dinheiro público, é preciso consultar a comunidade sobre o assunto”, afirma. “O campus da UnB é um lugar agradável, mas é preciso que a UnB dê o exemplo de mobilidade e respeite ciclista”. A docente explica que o plano cicloviário do Plano Piloto é de 1972 e nunca foi realizado. “É importante que nossas cidades sejam saudáveis, humanas e seguras”, afirma.

Reprodução

Fonte: Agência UNB

Ministério do Turismo incentiva a construção de ciclovias

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Entre 2010 e 2011, 53 municípios brasileiros receberam R$ 20,2 milhões do Ministério do Turismo para a construção de ciclovias com o objetivo de incentivar o turismo sobre duas rodas. Conforme dados do Ministério das Cidades, existem 2,5 mil quilômetros de ciclovias e ciclofaixas no país para aproximadamente 75 milhões de bicicletas.

Além disso, durante o Salão do Turismo do ano passado, foi lançado o Manual de Incentivo e Orientação para Municípios Brasileiros: Circuitos de Cicloturismo, desenvolvido pela Associação dos Ciclousuários de Florianópolis (ViaCiclo) com apoio do MTur. O objetivo é orientar as cidades com os primeiros passos para a viabilidade técnica, econômica e publicitária de um projeto de cicloturismo. Segundo dados do Ministério, o viajante ciclista tem um gasto médio estimado em R$ 50 ao dia

A Cachoeira do Sul de 1982, ainda não aconteceu?

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“Jornal do povo, Semana de 24 a 30 de Janeiro de 1982:

Prefeito Júlio Cezar Caspani anuncia mudanças no trânsito: oito sinaleiras e calçadão na Rua 7 de Setembro. Caminhões seguirão pela Rua Alarico Ribeiro e Júlio de Castilhos terá uma ciclovia.”

 

Vamos pensar juntos, quais dessas promessas aconteceram?
1) Na cidade existem apenas 4 sinaleiras no perímetro urbano e duas na “faixa”
2) O calçadão da Rua 7 de Setembro, simplesmente não aconteceu
3) Os caminhões circulam livremente por quase toda a cidade
4) onde está a ciclovia da Júlio de Castilhos?

Fonte da pesquisa: Jornal do Povo